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LVMH incentiva empreendedor social

Promover o encontro de seus jovens executivos com empreendedores sociais, a fim de que esta troca de experiências possa auxiliar na resolução prática de problemas dentro e fora da companhia. A iniciativa, do grupo LVMH, é desenvolvida no programa RISE (Results in Social Entrepreneurship) e teve sua primeira turma graduada no dia 16 de abril, em Paris.

No total, 11 profissionais do conglomerado, selecionados nas filiais pela Europa, Ásia e Estados Unidos, se reuniram por dois dias na capital francesa para o intercâmbio de informações e a elaboração de projetos sob os temas “Mulher”, “Educação”, “Ambiente”, “Moda Sustentável” e “Alimento”.

lvmh.com

“Nós queremos mudar a maneira que nós entendemos o nosso negócio, social e ambientalmente falando” – François-Henri Pinault, CEO da PPR AS

Besson, Pinault e Arthus: documentário sobre exploração do trabalho
Besson, Pinault e Arthus: documentário sobre exploração do trabalho

Em artigo recente publicado dia 2 no Wall Street Journal, o executivo chefe do conglomerado – que administra brands como Gucci, Yves Saint Laurent, Bottega Veneta, entre outras – anunciou um plano ambicioso da empresa para se credenciar como “green” no mercado de luxo.

O primeiro passo foi o documentário bancado pela PPR sobre a exploração do trabalho humano pelo mundo. O filme, que acabou de ser exibido em 131 países, tem a direção do francês Luc Besson e fotografia do estrelado Yann Arthus-Bertrand, com orçamento final estimado em 10 milhões de euros. Vale lembrar que a PPR criou ainda em 2007 um departamento de responsabilidade sócio-ambiental que se reporta diretamente ao monsieur Pinault. Em outra frente, a empresa bonifica seus executivos conforme seus resultados em áreas como redução de emissão de carbono e promoção da sustentabilidade em seus setores.

Enquanto isso, no vizinho…

A concorrente direta de Pinault, a LVMH, também deu start em seus programas sustentáveis. Como dissemos aqui, compraram a Edun – marca de roupas orgânicas – e revela seu comprometimento com a causa do clima da Terra. Exemplo disso é a campanha “Core Values”, onde personalidades como o astronauta Buzz Aldrin, Keith Richards e Andre Agassi posam para a Louis Vuitton contra o efeito estufa no planeta. Além disso, parte da renda obtida com a coleção foi revertida para a ONG criada por Al Gore, ex vice-presidente americano e uma espécie de embaixador pelo clima do planeta.

Tudo isso, na verdade, faz parte de uma estratégia emergencial do mercado de luxo ante a crise global da economia. Os números para este ano não são nada animadores: queda de 10% no consumo (de US$ 170 bi em 2008 para US$ 154 bi agora), o primeiro declínio em 15 anos no setor, de acordo com a consultoria Bain&Co. A ordem, então, é reduzir a expansão, baixar preços, cortar custos de maneira inteligente e buscar novos consumidores.

Neste ponto, outro dado relevante vem de uma pesquisa feita em fevereiro por uma agência de marketing de Boston – a Cone LLC. Nela aparece que 50% dos americanos entre 18 e 24 anos tem “grande expectativa quanto às companhias que fazem e vendem produtos e serviços sustentáveis nestes tempos de crise”. Ou seja: os “consumidores do futuro” estão muito mais ligados no assunto. E a hora de conquistá-los é agora.

Leia o artigo do WSJ clicando aqui.

A nova ordem do luxo

Bernard Arnault: chairman da LVMH aposta no novo conceito
Bernard Arnault: chairman da LVMH aposta no novo conceito

Ok, o assunto não é exatamente novo. Luxo e sustentabilidade “se conheceram” há pelo menos dez anos e, de lá para cá, a relação só tem ficado mais forte, estreita e agora, porque não, unida para sempre.

Os conceitos de luxo e de necessidade de se preservar planeta e sociedades mudaram muito na última década. O luxo não pode ser só consumismo de abastados. Nem a proteção eco-social não precisa ser reduzida ao universo panfletário.

Ser o mais caro, o mais exclusivo, não vai bastar. Será preciso ser… “do bem”. Sem perder o estilo e ganhando em imagem positiva.

Então, temos hoje sinais claros de que um não viverá mais sem o outro. O maior deles: há um mês, o maior conglomerado de luxo do mundo, o LVMH, anunciou a compra da Edun (www.edunonline.com), marca eco-friendly que usa algodão orgânico em suas peças, comandada por Ali Hewson, mulher de Bono Vox, da banda U2. O negócio, de alguns milhões dólares, revelou dois lados de uma mesma moeda: a de que o luxo pode ser, ao mesmo tempo, sustentável e rentável.

Além disso, a compra da Edun pela LVMH mostra o que este blogueiro e o monsieur Bernard Arnault sabem muito bem: daqui para frente, ser eco-consciente ou socialmente responsável no mercado de luxo será uma arma de marketing poderosíssima. Em outras palavras, vai pegar bem vestir, usar, consumir produtos de lifestyle com um selo do tipo “eu protejo meu mundo”.

Este blog vai se dedicar a isso: mostrar as iniciativas do segmento, personalidades que encabeçam estas ações e publicar as últimas novidades desta trend que tem tudo para ser a nova ordem mundial muito em breve.

Espero que aprecie e contribua com sugestões!
luxosustentavel@gmail.com

Grande abraço,
Fabiano Mazzei
Editor