Novo Audi TT: 11% menos poluente

Mais leve, mais potente e menos poluente. Os engenheiros alemães da Audi trabalharam bem nesta nova versão 2015 do esportivo compacto TT e fizeram do bólido ainda mais interessante.

Começa que ele perdeu 50kg em relação ao modelo anterior, graças a combinação de materiais e o uso de novos compostos. Além disso, o novo shape o ajudou a ser 14% mais potente. Por fim, a marca chegou a impressionante redução de 11% na emissão de gases nocivos a natureza – CO2, metano, óxido nitroso, entre outros. No longo prazo, serão 5,5 toneladas de gases a menos na atmosfera, durante o ciclo de 10 anos de vida do carro, estipulado pela montadora.

Audi.com.br

 

Híbrido da Lexus ganha prêmio nos EUA

O modelo CT200h, que combina motor 1.8 litros e um propulsor elétrico, ganhou prêmio da Northwest Automotive Press Association (NWAPA) como o preferido entre os veículos elétricos no mercado americano.

Design elegante e motor elétrico eficiente foram os pontos em destaque no projeto. Em termos de performance, o CT 200h gera potência de 136hp e faz 19km/l na cidade. O modelo 2014 foi renovado com grades cromadas, farois e luzes diurnas em LED, novas rodas 16’. Preço no Brasil: R$ 134 mil no modelo ECO, de entrada.

Lexus.com

Lexus CT 200h vence prêmio nos EUA como o melhor híbrido
Lexus CT 200h vence prêmio nos EUA como o melhor híbrido

Bulgari Hotel faz piquenique de bike no Hyde Park

O Bulgari Hotel de Londres tem um pacote de verão – para hóspedes e não-hóspedes – que sintetiza o que o consumidor do novo luxo quer: experiências sofisticadas por sua essência. Um piquenique em pleno Hyde Park, por exemplo, por si só já seria um programa low profile e chique. Agora, fazê-lo de bicicleta dá o caráter eco que todos nós necessitamos.

São bikes desenvolvidas pela Momo Design, de Milão. Por uma taxa em torno de US$ 100, pratos de entrada, saladas, principais, bebidas e sobremesa, tudo preparado pelo staff do chef Alain Ducasse. Ah, e o aluguel da bicicleta está incluso. Vale a dica.

Bulgarihotels.com

Piquenique no Hyde Park: menu de chef e bikes de hotel cinco estrelas
Piquenique no Hyde Park: menu de chef e bikes de hotel cinco estrelas

Ar limpo em alto-mar

Sabe aquela cena de filme, quando o navio está de partida e o comandante aciona o apito (“todos a bordo!”) e a chaminé dá uma baforada antes de zarpar? Pois é, essa cena está com os dias contados. Ao menos para os clientes da NCL, a Norwegian Cruise Line. A empresa de cruzeiros transatlânticos acaba de colocar em operação um novo sistema de purificação dos gases do escape. Batizado de Green Tech Marine (GTM), o sistema foi desenvolvido pela empresa norueguesa e mesmo nome e faz a depuração do gás expelido pelas chaminés, bem como atua como silenciado do ruído. Nesta primeira fase de adaptação, seis dos navios da frota da companhia receberam a melhoria. Ate 2016, a meta é instalar 28 GTMs em todos os navios da Norwegian.

Chaminés sob controle na Norweggian

 

Fusion Hybrid: a diferença

Há motivos emocionais na compra de um carro, sem dúvida. E quando falamos em carrões de luxo, sedãs portentosos, por exemplo, o quesito status, símbolo de sucesso profissional, é decisivo na hora da compra. Quem conhece o Ford Fusion, recentemente remodelado, sabe que este é um destes carros. Imponente, elegante, linhas sóbrias, perfomance adequada, não à toa é um dos modelos preferidos dos executivos norte-americanos. Mas, por que não adicionarmos um elemento mais racional nesta aquisição?

O Fusion Hybrid, já à venda no Brasil, é a razão sobre a emoção. Sem que uma coisa atrapalhe a outra. Temos o mesmo sedã luxuoso só que, por debaixo do capô, uma combinação de motores à combustão e elétrico que geram 190 hp. Econômico, chega a fazer 17km/l na cidade e dois a menos na estrada, segundo a Ford. O motor elétrico pode chegar aos 100km/h e uma série de sistemas eletrônicos, capazes de controlar a condução do veículo, permite que se faça da busca pela economia uma tarefa automática e sem limitações de prazer ao dirigir. E ele nem precisa ser ligado na tomada para recarga das baterias. Isso acontece com o carro em movimento, através da recuperação de energia nas frenagens – o tal freio regenerativo. Bom, e o resultado de tudo isso? Menos emissão de CO2 na atmosfera.

Então você pensa: por que não escolher um modelo que além de representar o meu status pessoal, vai refletir minha consciência sobre o que podemos fazer pelo planeta, pelas cidades, pela vida?

Pense nisso.

Venda de carros elétricos em alta nos EUA

Na terra dos carros beberrões de gasolina – Buicks, Cadillacs e afins –, os carros elétricos vem ganhando espaço sem fazer alarde. Nem barulho.

Apenas no primeiro semestre deste ano 54 mil carros novos foram vendidos no país, ante 41 mil unidades em 2013. Somente entre maio e junho foram 24 mil novos emplacamentos, quase o dobro do mesmo período do ano anterior (16 mil). Os dados são do site insideevs.com.

A previsão dos analistas é que a coisa melhore ainda mais nos últimos seis meses do ano. Isso porque cerca de 60% das vendas de veículos nos Estados Unidos costuma acontecer no segundo semestre.

Quem lidera o ranking dos mais vendidos é o Nissan Leaf, com 12,7 mil unidades comercializadas. Em seguida, o Toyota Prius com 9,3 mil, o GM Volt, 8,6 mil, e o modelo S da fabricante Tesla, com 7,4 mil esportivos vendidos (veja galeria).

Com esta performance, alta de 33% nas vendas ano após ano, a expectativa é que a frota de Evs nos EUA chegue a 500 mil carros até 2020.

BMW i3

Enquanto isso, no Velho Mundo, onde a tradição por veículos alternativos é maior (a Renault lançou o primeiro elétrico de fábrica durante a Segunda Guerra Mundial), a grande expectativa girou em torno de um pequeno e bravo alemão.

Lançado em 2013, o BMW i3 passou a ser vendido apenas este ano e foi bem no primeiro trimestre, com 2,2 mil carrinhos vendidos em todo o mundo, exceto nos EUA. Os três meses seguintes, porém, não confirmaram a mesma empolgação. No exterior, o i3 custa cerca de US$ 41 mil. No Brasil, a previsão é que o carro chegue às lojas da marca a partir de agosto. O preço? Em torno de R$ 150 mil.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Tora Brasil na Design Weekend 2014, em São Paulo

A fabricante de mobiliário de madeira maciça Tora Brasil confirmou sua presença na terceira edição da Design Weekend (DW!2014), que acontece em São Paulo de 14 a 17 de agosto. Como principal atração, a empresa do designer Cristiano Valle – que completa 10 anos de história – organiza o lançamento de uma coleção feita em parcerias com as artistas plásticas Isabelle Tuchband e Verena Matzen, além de Raphael Falci. O evento acontecerá no sábado 16 no showroom da marca.

Ateliê da Tora Brasil em São Paulo: mobiliário em madeira certificada da Amazônia
Ateliê da Tora Brasil em São Paulo: mobiliário em madeira certificada da Amazônia

Um dos destaques da linha 2014, a prateleira Jubá (foto acima) estará em exposição. Feita com madeira certificada da Amazônia (FSC-Brasil), ela é resultado do manejo sustentável da matéria-prima feito em fazendas da região. Neste processo, apenas 20m2 de madeira é retirado por hectare de terra. Posteriormente, esta mesma área fica protegida por 30 anos até que seja permitida nova extração.

www.torabrasil.com.br

www.designweekend.com.br

Crea Africa, joias e inclusão

Iniciativa das italianas Elisabetta Capolino, Annalisa Bernardi, Cristinia e Marina Botelli, a Crea Africa surgiu no Quênia em 2012 para promover a união do design com a inclusão social no continente. As quatro sócias usaram o expertise nas áreas de moda e alta joalheria como bússola para a criação de coleções de joias e acessórios fazendo uso da mão-de-obra local e assegurando a qualidade de forma ética. A matéria-prima também é extraída da região: pedras, madeira, sementes, vidro reciclado e até ossos de animais. Material que seria descartado, mas que nas mãos de mestres africanos do artesanato ganham nova vida.

A primeira coleção foi lançada neste primeiro semestre na Inglaterra. São sete peças manufaturadas por artesãos locais, treinados pelo designer especializado em outro Fabrizio Grillo. Colares, braceletes e brincos com desenho forte, todos feitos com o nobre metal dourado altamente polido. Anteriormente, a marca já havia produzido peças sob encomenda, em parceria com labels importantes como a Moschino.

Confira o vídeo e se emocione com o trabalho desta brava gente da África:

Creaafrica.com

Este slideshow necessita de JavaScript.

Puxadinho padrão Fifa ou condo chique?

Que tal transformar os estádios da Copa do Mundo em condomínios verticais com moradias populares? É o que propõe o escritório de arquitetura 1WEEK1PROJECT. A dupla Axel de Stampa e Sylvain Macaux criou o projeto Casa Futebol, com alternativas de habitação para as arenas “padrão Fifa” – muitas delas, como se sabe, mal serão utilizadas por estarem situadas em estados onde o futebol local não é, digamos assim, uma Brastemp.

Os arquitetos não eliminariam a função principal dos estádios. O gramado, o campo, as arquibancadas, enfim, permaneceriam instalados e recebendo jogos de futebol. O entorno e parte da estrutura externa que, sim, ganhariam módulos, habitáculos presos e suspensos.

Projeto de reaproveitamento de grandes estruturas semelhantes foi desenvolvido pelo arquiteto Richard Rogers em Barcelona. Na cidade catalã, o Las Arenas de Barcelona, palco das famosas touradas do país basco, erguido no século 19, cedeu lugar e foi transformado há quatro anos em um imenso centro de compras chique.

De toda forma, é no mínimo polêmica esta ideia. E o que os arquitetos não devem saber é que, no Brasil, a coisa é mais embaixo.

A começar por quem teria direito a estas casas nos estádios. Seria um cadastro como o Minha Casa, Minha Vida, do governo federal? Esquece, não é obedecido, haja visto o que tem acontecido com os invasores de terrenos públicos, que acabam furando fila na distribuição das casas populares inclusive com a anuência dos próprios fiscais do programa.

E se for a iniciativa privada a gerir a ideia? Esqueça também. As moradias se tornariam condomínio de luxo, vendidas a preços exorbitantes, haja visto que estariam posicionadas como camarotes VIP sobre o gramado das arenas.

Enfim, de toda forma, vale para refletir sobre qual o futuro real dos estádios da Copa nas próximas décadas.

http://www.1week1project.org

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Do Editor: Energia solar vem para ficar

Dois dados interessantes a respeito do assunto recentemente. O governo federal fará dois leilões este ano, em setembro e outubro, para a construção de um parque de energia solar no País. Já não era sem tempo.

Energia limpa, renovável, cujo maior inconveniente é o uso do solo para a instalação dos painéis ou estações. O que envolve a desapropriação da terra, pagamento de indenizações e etc. For a isso, o Brasil, ensolarado como é, tem tudo para adotar essa alternativa como uma de suas principais fontes de energia.

Na Alemanha, por exemplo, se produz mais de 32 mil MW de energia solar. Na Itália, 16 mil MW. E são países territorialmente menores e com menos insolação do que o Brasil. Por outro lado, China e EUA estão investindo pesado em tecnologia de captação e armazenamento de energia solar.

Já há cerca de 200 projetos interessados em participar dos leilões por aqui, todos visando a geração de energia que será comprada pelo próprio governo a R$ 250 o MWh.

Painéis solares no telhado do Novotel Morumbi, em São Paulo: uso em expansão
Painéis solares no telhado do Novotel Morumbi, em São Paulo: interesse em expansão

Sob o prisma do mercado de luxo, há uma grande oportunidade também. Energia limpa associada a produção de luxury goods em território nacional seria uma forma de diferenciar a indústria e os serviços de luxo brasileiros do resto do mundo. Hotéis já têm feito essa escolha com mais frequencia, se provendo do Sol para aquecimento térmico de caldeiras, piscinas, ambientes. Mas há muito ainda o que investir e aproveitar dessa possibilidade. Vamos apostar e propagar nessa ideia?

Fabiano Mazzei

Land Rover faz doação pelos tigres da Índia

Satpuda Landscape é um dos mais importantes refúgios do tigre de Bengala na Índia. Estima-se que este felino em extinção – existem apenas 3.500 deles ainda vivos no mundo – encontre naquelas florestas de difícil acesso o lugar ideal para sua proteção e sobrevivência. A Fundação Born Free é quem cuida da conservação da região por meio de parcerias com ONGs como a Satpuda Foundation. E dá para imaginar o grau de dificuldade do trabalho destes pesquisadores em campo.

Em 2002, o empenho destas instituições chamou a atenção dos executivos da Jaguar Land Rover. Desde então, a montadora britânica vem oferecendo suporte às ações dos preservacionistas em Satpuda. A última delas foi a doação, em junho, de um Land Rover Freelander 2014 para a ONG. “É um veículo all terrain, apto para que os trabalhadores cheguem a áreas mais inacessíveis”, afirmou Mark Cameron, diretor de Brand Experience da Jaguar Land Rover. Ele disse ainda que a empresa já apoia importantes projetos na Inglaterra, Quênia, Etiópia, Sri Lanka e Àfrica do Sul. “Eu acredito que juntos faremos, agora, uma real contribuição para a conservação dos tigres ameaçados na Índia.”

landrover.com

Este slideshow necessita de JavaScript.

Sada Bike: ela fica do tamanho de um guarda-chuva. Duvida?

Gianluca Sada, dono e designer-chefe da empresa italiana Sada Bike, apresentou recentemente seu protótipo de bicicleta dobrável. Urbana e capaz de reduzir em um só movimento o seu volume e tamanho ao de um guarda-chuva, o modelo tem tudo para entrar em produção logo logo.

Dobrado, o quadro da Sada fica de tamanho similar a um guarda-chuva grande
Dobrado, o quadro da Sada fica de tamanho similar a um guarda-chuva grande

Quer dizer, isso se Gianluca conseguir captar recursos para tal. O projeto é inovador, porém requer mais desenvolvimento e o designer está atrás de parceiros para poder melhorar o protótipo. As rodas, aro 26, por exemplo, são o maior desafio do inventor. Afinal, a estrutura cabe em uma mochila comum, mas as rodas não. Pelo vídeo abaixo, no entanto, a questão poderá solucionada com uma mala de rodas cheia de estilo, como só os italianos sabem fazer.

www.sadabikes.it

 

Linha Organic: a natureza morta ganha vida com Mônica Cintra

De árvores caídas, descartadas pela própria natureza, nasce a obra e a arte da designer Mônica Cintra. Sua coleção de móveis Organic, recém-lançada no mercado, revela peças de decoração de efeito único. São mesas de jantar e de centro que valorizam vincos e marcas naturais em toras de Imbuia e Cedro Arana para conferir mais charme e exclusividade aos ambientes.

Um reaproveitamento de material nobre que não cobra a conta da natureza. E valoriza qualquer ambiente.

www.monicacintra.com.br

 

Salvador: ousadia na educação sustentável

(Fabiano Mazzei, da redação)

Uma notícia que merece ser lida e divulgada, muito embora não esteja relacionada diretamente ao mercado de luxo. Ou estaria? O Edukatu, rede de aprendizagem para um consumo mais consciente, foi criado pelo Instituto Akatu, em parceria com o grupo Braskem, e acaba de ser absorvido pela rede municipal de ensino de Salvador. A proposta semear desde os primeiros passos da educação dos brasileiros o conceito e a importância de sermos mais sustentáveis em nossos hábitos. Seus princípios estão desde o começo deste ano, sendo compartilhados com 425 escolas da região metropolitana da capital baiana.

E tudo via online, com professores e alunos interagindo com este conhecimento e estes valores através da plataforma www.edukatu.org.br.

Este é o mesmo norte deste blog. Quando foi lançado, no ano de 2009, ele já participava deste princípio de compartilhar digitalmente informações e iniciativas das marcas e empresas do nicho de alto luxo que se preocupam com questões ambientais e com a responsabilidade social de cada um. Muito porque acredito que é através de exemplos aspiracionais deste segmento que os demais setores da cadeia produtiva e de consumo repetirão estes novos hábitos.

Ou não faz diferença saber que o hotel onde você passa suas férias tem esta preocupação ecológica, promove a comunidade em seu entorno e busca oferecer conforto e prazer sem que o resto da sociedade pague a conta?

“Acreditamos que nossas crianças e professores serão multiplicadores desta grande ação”, destacou Jorge Khoury, Secretário de Educação de Salvador. “Concretizar uma parceria como essa é uma das formas mais efetivas para ampliar o alcance do Edukatu e colaborar na formação de uma comunidade de engajamento contínuo em favor do consumo consciente, um dos principais objetivos do projeto”, afirmou, em nota, Silvia Sá, gerente de educação do Akatu.

Aplausos a ambos.

www.edukatu.org.br.

 

As abelhas têm grife em Paris

No programa Cidades& Soluções exibido em 14 de maio, na GloboNews, uma inovadora e surpreendente proposta de se produzir mel nos jardins e telhados de Paris vem ganhando força há cinco anos. Envolve tudo: uso inteligente do espaço urbano, incentivo a produção local de forma sustentável, produtos naturais e de melhor qualidade.

Há criações de abelhas no Grand Palais, na Place des Fêtes, na Catedral de Notre Dame e até no terraços da loja da Louis Vuitton. Muito chique!

Veja o programa:

Cidades e Soluções: Abelhas em Paris

Ternos para ciclistas elegantes

Mais do que uma tendência, utilizar meios de transporte alternativos é uma necessidade, em prol da saúde das cidades, do planeta e do próprio ciclista. E, para a sorte daqueles que podem fazer uso das “bikes” para ir trabalhar todos os dias, já existe uma boa gama de marcas que atendem às necessidades de estilo de quem pedala. Caso da Parker Dusseau e seus ternos, os Commuter Suits. São costumes feitos com algodão antimicrobial, bastante leve e resistente. Os ternos são adaptados com discretas fitas reflexivas, bolsos laterais nas mangas e áreas com elástico para facilitar os movimentos. Os preços começam em US$ 485 e há outras peças interessantes no shop online da marca, nascida e criada em San Francisco (EUA).

Parkerdusseau.com

Suit da marca californiana Parker Dusseau: estilo clean para quem pedala por consciência
Suit da marca californiana Parker Dusseau: estilo clean para quem pedala por consciência

 

Joalheria do sul usa couro de peixe e vira hit

(postado em novembro de 2013)

A tilápia nem de longe é um peixe nobre, tampouco figura nas mesas dos restaurantes mais disputados do País. O que não quer dizer que ele não tenha o seu valor. A joalheria porto-alegrense D’VIE resolveu apostar no couro da tilápia para arrematar uma de suas coleções, a SerraMar. Após tratamento apropriado, que retira qualquer odor da pele e lhe confere mais durabilidade, o couro é trabalhado para ornar aneis, braceletes e colares. As peças, em ouro amarelo, diamantes brancos, diamantes brown e o ródio negro se unem a tilápia na cor nude e negra. O resultado: uma sofisticação exótica e muito bem-vinda.

www.dvie.com.br

Ocean Paradise 180, o iate clean e elegante da Benetti

(postado em novembro de 2013)

Não, não se trata apenas de mais um megaiate de luxo apresentado em Mônaco, no salão de barcos mais charmoso e importante do mundo, em setembro. O Ocean Paradise 180, de 55 metros, tem embarcado seis suítes, jet skis, piscina com cascata e outros quetais. Mas o que valeu o post foram as modificações feitas no casco de aço pelo estaleiro italiano Benetti, responsável pela construção do barco. Um revestimento especial ajuda o iate a deslizar melhor pelo mar, reduzindo em bom percentual o consumo de diesel. E, para completar, toda fumaça produzida pelos dois motores Caterpillar é capturada por um sistema que a armazena e transforma parte dela em energia para reuso do próprio barco. Confira o vídeo de apresentação:

www.benettiyatchs.it

BMW-i discute o carro elétrico nas smart cities

(postado em novembro de 2013)

Vem crescendo ano após ano o interesse de montadoras de ponta com o mercado de carros elétricos e/ou híbridos. Neste mês, a BMW, por intermédio de sua submarca BMW-i, apresentou o seu cupé ActiveE, 100% movido a eletricidade, no simpósio SAE Brasil, realizado em São Paulo. O evento discutiu a integração das cidades modernas e inteligentes aos veículos elétricos.

 “Os veículos híbridos e elétricos aos poucos passam a fazer parte da realidade do consumidor brasileiro. A indústria tem trabalhado constantemente para desenvolver novas tecnologias e ampliar a oferta de automóveis nesse segmento e o BMW Group acredita que o Brasil tem grande potencial para esses produtos”, comentou Carlos Cortes, gerente da BMW i no Brasil.

O modelo ActiveE serve como balão de ensaio para o lançamento da série i3, previsto para chegar às ruas em 2014. O i3 conceito foi apresentado em agosto, com direito a presença dos astros de Hollywood, Sienna Miller e James Franco.

www.bmwgroup.com

Siena Miller e James Franco com o BMW i3, em Londres
Siena Miller e James Franco com o BMW i3, em Londres

Eco spa do hotel Coworth Park vale a visita

Só de ler os nomes dos tratamentos já dá uma vontade! Que tal um Traveller’s Tonic? Ou melhor ainda, 80 minutos de Insomniac’s Dream? Estes são dois dos tratamentos naturais oferecidos no spa ecoluxuoso do hotel Coworth Park – do grupo Dorchester Collection -, em Ascot, Inglaterra. Os ingredientes utilizados em cremes e essências são todos orgânicos, bem como os materiais usados nas massagens tem origem natural. O Traveller’s oferece relaxamento dos músculos para quem acaba de chegar de viagem. Já o Insomniac’s (o nome é ótimo!), serve para desligar o corpo por meio de massagens com óleos ricos em minerais como o vetiver, a camomila e o sândalo, todos reconhecidos pelo efeito calmante e sedativo.
O próprio spa (eleito o melhor spa de 2012 pela Condé Nast Johansens) é uma atração à parte, em uma área verde da propriedade, envidraçado para capturar a luz natural do sol, e com um Spatisserie, que serve pratos leves, chá da tarde, vinhos e até champagne.

dorchestercollection.com

Sob o sol de Ascot, na piscina do spa do Coworth Park
Sob o sol de Ascot, na piscina do spa do Coworth Park

 

LVMH incentiva empreendedor social

Promover o encontro de seus jovens executivos com empreendedores sociais, a fim de que esta troca de experiências possa auxiliar na resolução prática de problemas dentro e fora da companhia. A iniciativa, do grupo LVMH, é desenvolvida no programa RISE (Results in Social Entrepreneurship) e teve sua primeira turma graduada no dia 16 de abril, em Paris.

No total, 11 profissionais do conglomerado, selecionados nas filiais pela Europa, Ásia e Estados Unidos, se reuniram por dois dias na capital francesa para o intercâmbio de informações e a elaboração de projetos sob os temas “Mulher”, “Educação”, “Ambiente”, “Moda Sustentável” e “Alimento”.

lvmh.com

Do editor: um rio que passou em minha vida…

Domingo de sol no outono paulistano. Tomado por um espírito olímpico, deixei a preguiça em casa, tirei a poeira da bicicleta e decidi desbravar a ciclovia que margeia o rio Pinheiros, bem perto de onde moro. Devidamente aparamentado, peguei as faixas reservadas aos ciclistas domingueiros, ali pela altura do Parque Villa-Lobos, na zona oeste da cidade, até chegar ao ponto de acesso mais próximo da ciclovia, na ponte Cidade Universitária.

Tudo bem estruturado, escadas com trilhos para os pneus das bikes, banheiro, vigias. A pista em si, sem buracos e bem sinalizada, surpreendeu.

Fazia calor, mais de 25ºC com certeza, dia bonito, céu azul. Propício para o passeio. Mas… Pedalar na ciclovia exige mais do que preparo físico. Nem tanto pela distância a ser percorrida, nem pelo tráfego, contido, apesar da manhã ensolarada. Pedalar ali exige conviver com a poluição paulistana. Sonora, visual, olfativa.

A proximidade das pistas expressas das marginais gera ruído desconfortável, além de poeira e fumaça em níveis muito acima dos suportáveis a quem se propõe a praticar esportes na ciclovia. E o odor vindo do rio morto chega a ser impossível em certos trechos.

Me bateu uma tristeza enorme. Como podemos chegar a esse ponto? Como deixamos o rio morrer assim? Como pudemos privilegiar tanto um meio de transporte tão nocivo em detrimento de formas mais limpas de locomoção? Como nos permitimos perder uma área imensa como as margens dos rios Pinheiros e Tietê, transformadas em depósito de lixo por décadas, para entupir de gente shopping centers e estradas de fuga rumo ao litoral e ao interior?

De imediato, me recordei de uma viagem a trabalho que fiz em 2009 ao sul da França. Em Montpellier, capital daquela região, há um rio que também corta a cidade, o rive Du Lez, preservado, limpo, utilizado como espaço de lazer. É em uma estrutura temporária montada todos os anos sobre suas águas que acontece o FISE (Festival International des Sports Êxtremes). Uma loucura. Sobre o rio, pistas de skate, bikes, halfs, tudo para receber essa turma que adora adrenalina. Nas margens, multidões de jovens do mundo todo se divertem sentados nos jardins e nas pontes, admiram, bebem, paqueram, curtem a música e o evento. Nos acessos, lanchonetes, bares, lojas, tendas de entretenimento, gerando receita e empregos aos jovens.

Puxa vida, temos um rio parecido bem no meio da maior cidade do Brasil. Um local que, se preservado, sediaria eventos semelhantes o ano todo, todos os anos. Daria opção de lazer a todos, de graça, em comunhão com a natureza e a cidade. Fora a geração de renda, empregos, a fomentação da cultura.

Mas não. Nossos rios urbanos não permitem aplausos, já que precisamos das mãos para tapar o nariz ante o odor fétido gerado por anos e anos de irresponsabilidade política e social. Que tristeza que me deu esse passeio…

Este slideshow necessita de JavaScript.

 

Luxo Sustentável agora tem Mesa Verde

Não, não se trata de mera troca de mobiliário corporativo. “Mesas Verdes” é o nome do projeto de apoio a preservação da biodiversidade da Reserva Sierra Gorda, na região central do México. A proposta, criada pela agência digital catalã Tiendeo, em parceria com a ONG Acciónatura, de Barcelona, e a própria direção do Grupo Ecológico Sierra Gorda, consiste em divulgar o projeto nas redes sociais, sites e blogs. Cada post publicado sobre o assunto dá direito a patrocinar a conservação de 1 metro quadrado da floresta. O nome do seu blog ou página passa a batizar automaticamente aquele pedaço do solo a partir de então. Ideia simples, gratuita e boa, não?

Espalhe! Divulgue aos amigos na blogosfera e redes sociais.

tiendeo.com/eco

Burt Bees: beleza que vem das abelhas

Dica da minha grande amiga e jornalista das boas, Luciane Ângelo, do blog “Acerte o Look”: marca de cosméticos a base de cera de abelha. Navegue no blog Acerte o Look e descubra mais sobre etiqueta, moda e beleza. Fora que o preço dos produtos é dos bons, vale a pena.

acerteolook.wordpress.com

Burt Bees: mais de 100 pontos de venda no Brasil
Burt Bees: mais de 100 pontos de venda no Brasil

 

petit h: a Hermès reciclada

Há duas semanas, publiquei na Istoé Dinheiro uma reportagem sobre a petit h, a marca de reciclados da Hermès. Uma entrevista interessante com a herdeira da maison francesa, Pascale Mussard, que cresceu brincando com retalhos de couro e sobras de material no atelier da marca. De passatempo de menina a um negócio rentável e com direito a loja na Rue Sèvres passaram-se décadas. O resultado são itens de alta qualidade e muito charme. Confiram a edição online da matéria clicando aqui.

Pascale Mussard: herdeira da Hermès investe na sustentabilidade da marca
Pascale Mussard: herdeira da Hermès investe na sustentabilidade da marca

Nike lança aplicativo para estilistas

O Making é um aplicativo que ajuda estilistas a criarem suas roupas de maneira mais consciente. Trata-se de um index sobre os 22 tecidos mais utilizados pela indústria da moda e o impacto ambiental de cada um deles. A avaliação é feita em diversas categorias: Química, Intensidade de Uso de água/solo, Resíduo Físico e Emissão de Gases do Efeito Estufa. Cada tecido tem sua média avaliada e a nota de cada critério é justificada, segundo uma base de dados construída com informações científicas dos últimos oito anos.

A ideia é ajudar estilistas e empresários de moda a se decidirem por produtos cuja cadeia produtiva seja de baixo impacto ambiental. De novo, o conceito de que, hoje em dia, não basta ter só estilo: é preciso se estar consciente do que usamos, compramos, consumimos de uma maneira geral.

Veja o vídeo:

Em tempo, o aplicativo é de graça. Baixe aqui.

nikemakers.com

 

 

Um jardim (muito!) particular

A empresa Mr. Lentz – nome do designer que se auto-intitula um cowboy moderno – fabrica, entre tantas coisas bacanas e simples, estes aneis, colares e pulseiras que esbanjam estilo sustentável. As peças são feitas em madeira de nogueira, tingidas com azeite de oliva, cera de abelha ou extratos vegetais, e finalizadas com pequenas mudas de grama ou musgo verde. A planta é tratada e seca, com a cor e a forma preservadas. Ou seja, não precisa regar (rs.). Basta dar um up no verniz do anel. Não é um barato? Custam a partir de R$ 88 no site Etsy.com

mrlentz.com

 

 

 

Na Istoé Dinheiro: o design indígena

Esta semana publiquei matéria na Istoé Dinheiro, sobre a arte indígena influenciando o design de interiores brasileiro. Conto lá o case do Marcelo Rosenbaum com a La Lampe e do papel de parede belga Arte, importado pela Orlean no Brasil, confeccionado por tribos africanas, entre outros. E tem uma outra nota com comentários do empresário Wair de Paula, dono da Gabinete D, um especialista em arte indígena. Espero que curta a leitura.

Os sapatos do Ben Affleck

Não bastasse dirigir aquele baita filme, Argo, e faturar o Oscar 2013 de melhor filme, Ben Affleck acaba de lançar esta linha de sapatos e botas para a marca TOMS. Inspirada nas estampas africanas, com um ar meio desértico, a linha vem em três modelos sustentáveis, com solado de látex natural e preços que variam de US$ 60 a US$ 80. A cada compra, US$ 5 ficam para a instituição do ator, a Eastern Congo Initiative, a primeira em solo americano que trabalha para dar suporte legal e financeiro a famílias e jovens do Congo. E um par de calçados é enviado a uma criança em necessidade no país africano. “Eu acredito que se você faz algo assim, mesmo que pouco, você acaba melhorando a sua própria vida também”, disse Affleck. Para quem vai curtir o verão do lado de cima do equador, fica a dica…

 www.easterncongo.org

www.toms.com

Bambu da Zâmbia vira bike na Alemanha

A fabricante alemã Zuri Bikes, em parceria com a ONG americana Zambikes, criou esta bicicleta totalmente sustentável usando como matéria-prima o bom e velho bambu. Até aí, nada de muito novo, apesar da turma de engenheiros da companhia ter se esmerado no design e no acabamento, com peças de alumínio ou aço, e diversidade de modelos, entre o urbano e o mountain.

Mas o mais bacana aqui é que as bikes ajudam a sustentar uma comunidade inteira na Zâmbia, que faz a colheita dos bambus usados na produção. Os lavradores pertencem a ONG Zambikes, que produz quadros e peças usando o vegetal. Os preços partem de 2.490 euros a 3.230 euros.

www.zuribikes.com

www.zambikes.org

Narisawa: o restaurante mais sustentável do mundo

Minha caríssima colega Thaís Botelho, jornalista das mais obstinadas e competentes deste País, manda esta lá do Oriente. Em recente passagem pelo Japão, Thaís conheceu o Narisawa, restaurante número 1 da Ásia, top 10 do mundo e considerado pela revista britânica “Restaurant” o mais sustentável do planeta em 2013.

O chef Yoshihiro Narisawa está à frente do restaurante que, segundo os critérios da Sustainable Restaurant Association, é o restaurante que demonstra o mais alto índice de responsabilidade ambiental e social do mundo. Localizado em Tóquio, o Narisawa privilegia fornecedores locais. O próprio chef é quem vai escolher e comprar os ingredientes direto dos produtores, garantindo a eles o seu sustento.

Nada vem de mercados. E este cuidado garante a Yoshihiro a criatividade de seu menu. A versão mais completa desta visita da jornalista ao restaurante você pode conferir na próxima edição da revista Platinum, nas bancas em junho. Leia à seguir a entrevista de Thaís com o chef.

O chef Yoshihiro Narisawa
O chef Yoshihiro Narisawa

Como você define sua cozinha?

Sigo a cultura Satoyama (termo utilizado para definir a cultura sustentável dos japoneses que extraem toda sua alimentação basicamente da montanha e provêm meios de “repor” esta troca, como dizem). Gosto e quero sentir a natureza viva em todos os meus pratos.

Quais são as vantagens e desvantagens de ser tão moderno em um país com tradições tão fortes?

As pessoas dizem isso, mas a minha essência é totalmente tradicional. Gosto de modernizar com o que temos de melhor. Os japoneses, por exemplo, vêm ao meu restaurante sabendo que vão comer as mesma coisas de sempre, mas de forma diferente. Minhas criações e ingredientes não vêm de mercados, mas, sim, diariamente direto dos produtores.

Há uma relação entre sua cozinha, a do Noma, do René Redzepi, e a do D.O.M, do Alex Atala, no que diz respeito a importância que vocês dão em servir tudo o que a terra pode fornecer, concorda?

É um movimento natural. As pessoas estão mais ligadas às coisas da terra. A natureza é quem mais me influencia.

A cozinha "da terra" do Narisawa
A cozinha “da terra” do Narisawa

(*) Arigatô, Thaís Botelho!

Emily Blunt: estilo reciclado no MET

Esqueci de comentar na semana passada o look escolhido pela atriz britânica Emily Blunt na abertura para convidados da mostra Punk: Chaos to Couture, no Metropolitan Museum de Nova York. O modelo era uma combinação de algodão italiano dos anos 1960 com chiffon dos anos 1940, feito pela estilista venezuelana Carolina Herrera. Blunt disse ali no red carpet que estava emocionada em fazer parte deste movimento da moda engajado em reciclar tecidos ou usar modelos vintage sem perder o estilo.

Seu marido, o também ator John Kasinski, também foi bem, com um smoking Tom Ford de tecido oeko-tex, marca sustentável americana.

De fato, um exemplo a ser lembrado por muitas de nossas celebridades made in Brazil. Ou por muitos de nós, no dia a dia. Buscar no armário um vestido já usado, uma roupa, ou combinar peças pode e deve ser um hábito.

Emily Blunt e o marido, John Kasinski, de smoking Tom Ford co tecido sustenável
Emily Blunt e o marido, John Kasinski, de smoking Tom Ford com tecido sustentável

Bolsa de ginástica ajuda meninas a praticar esporte

Uma ideia simples: criar uma bolsa feminina para as mulheres que adoram malhar e cuja renda obtida com as vendas financie o esporte em comunidades carentes. Mas a turma da marca Actvyst – o trio de sócias americanas Katie Rock, Blair Warner e Leigh Orne – foi além e executou isso de forma divertida e eficiente.

O projeto nasceu em 2007, quando Katie passava férias na Nicarágua e foi advertida na praia por outras garotas nativas quando foi vista surfando. “Aqui as garotas não praticam esportes! Jamais!”, disse uma delas. Aquilo atordoou Katie, que voltou a Los Angeles e uniu-se às sócias para pôr em prática o plano de mudar esta realidade.

Elas criaram dois modelos de bolsa, superbacanas, e todo o dinheiro que ganham com as vendas vai para programas sociais que ajudam meninas na Nicarágua e na Etiópia a enveredarem pela carreira esportiva.

No primeiro país, a parceria é com a Soccer Without Borders e incentiva a meninada a jogar futebol. No país africano, o trabalho é para dar condições às garotas da vila de Bejoki a praticarem atletismo e maratona, com a entidade Girls Gotta Run Foundation.

Atenção, meninas, dá para comprar pela internet.

activyst.com

Montblanc Signature for Good

A fabricante alemã de canetas firmou esta parceria em 2013 com a Unicef, o projeto Signature For Good, para arrecadar US$ 1,5 milhão que serão revertidos para a construção de escolas na África, Ásia e América Latina. O projeto vem associado ao lançamento de uma coleção especial de canetas, jóias e acessórios.

Campanha da Montblanc em parceria com a UNICEF
Campanha da Montblanc em parceria com a UNICEF

A tradicional caneta Meisterstück, por exemplo, ganhou nova roupagem, com o anel da tampa com uma safira azul incrustrada, em homenagem a cor da UNICEF. Há um número de série também, que o comprador pode registrar no site da empresa e acompanhar o fluxo das doações. Já as carteiras e peças em couro de bezerro italiano fazem referência ao tijolo, símbolo de construção que está por trás da iniciativa.

Fachada da nova loja no Village Mall, no Rio
Fachada da nova loja no Village Mall, no Rio

Outra boa notícia é que estas peças podem ser compradas no Brasil e já na nova loja da maison, no shopping Village Mall, no Rio, recém-inaugurada.

Montblanc.com

Boa pedida à mesa: GOA

Em São Paulo, no charmoso bairro de Pinheiros, uma casinha mais charmosa ainda, do início do século XX, abriga o GOA Vegetariano. O restaurante oferece um menu ovolactovegetariano feito no capricho pelo chef Augusto Pinto, que é o dono do lugar também. Tem feijoada light, saladinhas aos montes, pratos kids e sobremesas que, de tão leves, não deixam peso na consciência de quem as degusta.

Outra coisa que chama a atenção é a decoração, toda apoiada na sustentabilidade, com reaproveitamento de materiais: mesas com madeira de demolição, cadeiras com revestimento de lona de caminhão, e por aí vai.

Salão do Goa, em São Paulo: decoração segue a linha sustentável para acompanhar o menu saudável
Salão do Goa, em São Paulo: decoração segue a linha sustentável para acompanhar o menu saudável

 

Vale a dica para o feriado, mas também para o final de semana, ou um dia das mães mais saudável e ecofriendly. Vamos?

WWW.goavegetariano.com.br

Omega + Daniel Craig = ORBIS

Este blogueiro esteve recentemente em Vienna, Austria, para testemunhar o lançamento de uma nova edição do relógio Ladymatic, da grife suíça Omega. Por lá, conheci um pouco mais da ORBIS International, uma entidade sem fins lucrativos que promove cirurgias gratuitas para doenças nos olhos como a cegueira em pessoas carentes pelo mundo todo.

Para tanto, eles mantêm um avião-hospital, o Flying Eye Hospital, com uma equipe médica chefiada pelo Dr. Robert Walters. Desde a fundação, a ORBIS já operou mais de 12 milhões de pacientes, treinou mais de 250 mil médicos e rodou por 88 países.

A Omega apoia o projeto. Um de seus garotos-propaganda, o 007 Daniel Craig, visitou recentemente uma das ações do projeto na Mongólia. O trailer desta visita você pode ver no filme abaixo (é o terceiro vídeo). Para celebrar a parceria, a companhia também lançou o belíssimo modelo De Ville Orbis Hour Vision Blue, em caixa de aço, pulseiras em couro preto e um lindo visor com fundo azul. Uma obra de arte.

O modelo De Ville Orbis Vision Hour Blue
O modelo De Ville Orbis Vision Hour Blue

Em Vienna, pude presenciar o preciosismo e a excelência desta marca de relógios, medido pelo requinte e organização de seu evento promocional. Saber que uma brand como esta investe tanto dinheiro e design para algo tão solidário e sensacional quanto devolver a visão às pessoas é algo digno de aplauso.

omegawatches.com

orbis.org

A campanha publicitária com o ator Daniel Craig
A campanha publicitária com o ator Daniel Craig
O ator da franquia 007 acompanhou os médicos do avião-hospital na visita a Mongólia
O ator da franquia 007 acompanhou os médicos do avião-hospital na visita a Mongólia

H&M green: coleção de festa no dia 4

A rede sueca de departamentos lançará nesta quinta-feira  4, sua primeira coleção de roupas para festa com produção sustentável. Significa que os vestidos, calças, blusas e acessórios foram feitos com materiais 100% ecológicos, como algodão orgânico e poliéster reciclado, como o usado pela atriz Helen Hunt na última festa do Oscar 2013. Há uma coleção masculina também, com blazers, paletós, ternos, sapatos, bolsas e gravatas. E tudo com aquele preço atrativo que é característica da companhia.

WWW.hm.com

Estúdio usa 40 mil garrafas pets recicladas para proteger do frio

Um dos trunfos deste estúdio em Vicenza, na Itália, é aliar o consumo zero de energia com o máximo de reaproveitamento de materiais. Chamado Tvzeb studio, ele é abastecido integralmente com energia vinda de 16 painéis solares no teto, de uma fonte geotérmica e um forno à lenha que produz o aquecimento e a iluminação dos ambientes.

O teto é de aço reciclado. As paredes tem estrutura que combina madeira reflorestada e isolamento térmico, inclusive do forro, com 40 mil garrafas pet. Há grandes janelas de vidro que interagem com o jardim externo e tem máximo aproveitamento da luz do sol, que é complementado por um sistema de LEDs com três níveis de iluminação diferentes.
A Tvzeb é criação do estúdio italiano de arquitetura traverso-vighy.

traverso-vighy.com

 

 

 

 

Gucci lança sua primeira linha de bolsas ecológicas

Em um claro exemplo de como o mercado tem cada vez mais olhado a sustentabilidade como o “novo luxo”, a italiana Gucci acaba de lançar sua primeira linha de bolsas ecofriendly, usando couro animal processado em cadeias sustentáveis de produção.

Explicando melhor, como me elucida aqui a internauta e minha leitora Fernanda Franco Cannalonga (obrigado pela observação, Fernanda!), o couro é oriundo de criações cujo impacto ambiental sobre as florestas é 0%. Estudos apontam que 2/3 de todo o desmatamento global se origina para que criações de gado tenham cada vez mais espaço.

Além disso, o couro usado nesta linha de bolsas recebe corantes e tingimento de extratos vegetais, sem interferência química. Estas bolsas foram desenhadas pela blogueira Livia Firth, do EcoAge.com, e não ficam a dever em nada aos modelos mais tradicionais da marca. O detalhe fica por conta de um passaporte, que vem junto com as bolsas, onde está descrito todo o processo de produção da peça, garantindo sua origem sustentável.

eco-age.com
gucci.com

Starck-Peugeot e a bike-patinete de Bordeaux

A pedido da prefeitura Bordeaux, a montadora francesa Peugeot escalou o designer Phillippe Starck para criar um novo modelo de bicicleta que será usado no programa de transporte público da cidade a partir de junho. E, claro, dessa parceria, só poderia resultar em coisa boa.

A Pibal, como foi batizada, é um híbrido de bike e patinete – isso mesmo! – que poderá ser usada nas ciclofaixas da cidade ou nas calçadas e boulevards de pedestres, quando impulsionada pelos pés.

Muito leve e com design retrô, a Pibal tem bagageiros traseiros e dianteiros, vem na cor cinza claro e divertidas rodas amarelas.
Ficou demais, não?

A3 g-tron estreia em Genebra

O aguardado Audi A3 g-tron, que combina motor 1.4 a gás natural e gasolina, será apresentado agora, de 7 a 17 de março, no Salão do Automóvel de Genebra. O Sportback da montadora alemã chegará às lojas européias no final do ano.

Do carro, o que a Audi informa é que trata-se de um híbrido que gera 110 cavalos de potência nos dois modos de operação e leva o carrinho a 190km/h. O tanque de gás tem autonomia de 400km e o de gasolina mais 500Km. O motor à gasolina começa a funcionar automaticamente quando o gás acaba. A emissão de CO2 fica abaixo de 95g/km.

O que me chama a atenção é o investimento da Audi na sua fábrica em Wertle, na Alemanha. Batizada de Power-to-gas, a planta produz o e-gas – um tipo de metano sintético fruto de um processo que envolve CO2 e eletricidade – que abastecerá até 1.500 híbridos, como o A3 g-tron, por ano. Todos com emissão neutra de gases tóxicos. Ali também os alemães produzem hidrogênio combustível, que poderá ser utilizado em breve em algum modelo da montadora.

Um alto investimento da Audi em fontes de energia limpas e renováveis, que merece reconhecimento. Enquanto isso, no Brasil, nós inventamos o álcool combustível, os motores, toda a tecnologia… Mas preferimos continuar privilegiando a gasolina, o petróleo, os lobbies todos, estrangulando nossa produção, do chão da terra na plantação ao chão da fábrica nas montadoras. E vamos ficando para trás, bem para trás nessa corrida do futuro.

Audi.com

Lotus jacket

Nada mais insólito, impressionante e absolutamente elegante. O blazer da foto é da companhia italiana Loro Piana, famosa por seus cashmeres e roupas de seda. Pois bem, o que difere ele dos demais é o material de que é feito: fibra de flor de lótus.

Há poucos anos, Pier Luigi Loro Piana, o diretor e dono da marca, estava em férias no lago Inle, na república de Myanmar, sudeste asiático, quando se encantou pelo trabalho dos artesãos locais que extraiam manualmente, flor a flor, um fio que resultava num tecido comum, usado para fazer as roupas dos nativos. A malha se mostrava resistente a água, pesava bem pouco e ajudava a refrescar a temperatura do corpo. Um achado!

Pier Luigi agiu rápido: patenteou o processo e o produto, e levou metros e metros do tecido para o seu ateliê na Itália. Nascia assim a lótus Jacket.

Cada paletó destes precisa de 32 mil metros de fio, o equivalente a 70 mil flores de lótus – hoje produzidas com manejo sustentável. Depois de tratado, o tecido ganha um tom bronzeado e toque que se assemelha à seda. O produto final é um blazer elegante e exclusivo. Cada unidade sai por US$ 9,5 mil.

loropiana.com

 

Híbridos batem recorde nos EUA

Contra fatos – e números – não há argumentos. As vendas de veículos híbridos nos EUA em 2012 foi 64% maior do que no ano anterior. Em números totais, 427.605 unidades nos últimos 12 meses ante 261.507 em 2011. O levantamento acaba de ser publicado pela mídia especializada norte-americana.

Isso significa que o segmento vendeu mais do que os carros médios de luxo, SUVs ou crossovers utilitários.

Vale dizer que a categoria “híbridos” aqui comporta carros movidos a etanol, diesel e aqueles que contam com motores elétricos, os plug-in. Dentre estes, o Nissan Leaf, o Ford C-Max e o Chevrolet Volt foram os campeões de venda. Há os modelos premium também como a nova família Active Hybrid da BMW e os Porsche à diesel, todos com boa performance de venda.

É tempo de repensar, mesmo, os hábitos de consumo a respeito dos combustíveis fósseis. Falar de pré-sal, aqui no Brasil, é falar de esperança e bonança com relação a economia. Mas a que preço?

 

Capinhas espertas para o iPhone 5

Eu já encomendei a minha. As capas da turma da Grove – designers descolados lá de Portland (EUA) – são feitas de bambu e podem ser personalizadas com desenhos e palavras, gravadas a laser.

Muito bacanas, leves e super resistentes, os cases unem a tecnologia dos nossos inseparáveis smartphones com este toque eco para o dia a dia. Ah, e eles fazem também cases para iPads e outros modelos de iPhone.

grovemade.com

 

Gigantes se unem por motor 100% verde

Uma união tripla promete abalar as estruturas da indústria automobilística mundial até 2017. Ford, Nissan e Mercedes Benz acabam de anunciar uma parceria inédita para desenvolver um novo motor movido a “células elétricas” e com 0% de emissão de CO². O Fuel Cell Eletric funciona com a energia elétrica produzida pela reação de partículas de oxigênio e hidrogênio no tanque e emite apenas vapor de água no escapamento. Trata-se de uma evolução do modelo elétrico atual, que precisa de grandes e caras baterias para funcionar.

As três montadoras juntas prometem lançar seus veículos movidos a FCE em, no máximo, três anos. E, fazendo de forma conjunta, esperam estimular a indústria a criar a infra necessária – postos de abastecimento, estradas equipadas, autopeças – para a chegada destes modelos ao mercado. Bem como novas políticas governamentais para estimular este novo mercado, talvez isentando os carros de impostos e barateando o custo de produção e o preço final.

Recentemente, a fabricante alemã Mercedes Benz usou carros com esta tecnologia para levar convidados de suas semanas de moda aos eventos que patrocinava. Como na foto abaixo, com Natalie Portman.

Bastante animadora a notícia, claro. Por aqui, dia desses, vi que o Shopping Villa Lobos, em São Paulo, já conta com um pit para abastecimento de carros elétricos. É um começo.

Esta semana, porém, saíram dados de consumo de combustível renovável no planeta e o Brasil já está atrás dos EUA e, em breve, será ultrapassado pela Europa. Nós, que criamos essa história de etanol, extraído da cana de açúcar, acabamos optando pela gasolina (questão de preço) e ainda importamos álcool de milho produzido nos EUA em 2012.

Precisamos caminhar ainda. E muito…

A coleção “eco-espacial” de Miyake

Quem viu as criações do estilista japonês na última edição da Paris Men’s Fashion Week, ocorrida neste mês, pode ter achado tudo muito futurista. Mas a sacada da Maison Miyake foi sensacional, sem dúvida.

Suas roupas – sobretudos, casacos, jaquetas com capuz, calças cargo – foram confeccionadas com tecidos que misturavam Jersey com um composto feito de garrafas PET recicladas e poliéster reaproveitado. Essa fibra plástica ajuda a manter o corpo aquecido, ao mesmo tempo que é resistente a água. A opção pelo revestimento externo em cores metálicas tem também sua razão de ser, por conta do fato de serem reflexivos e, portanto, proteger da luz e do calor excessivos.

São peças práticas, leves, fáceis de carregar, confortáveis e eco-conscientes. Não é disso que o mundo precisa?

Isseymiyake.com

 

Nivea aposta no verde

O que leva uma marca centenária e consagrada do ramo cosmético a apostar numa repaginada geral? A necessidade de ser atual, sobretudo em sua conciência eco.

Com mais de 100 anos de história, a marca alemã Nivea vai ficar “verde”. Calma, a logo permanecerá azul, com o nome em branco. O que muda é sua linha embalagens. Ganharam formato slim benefícios como o uso de 15% a menos de plástico.

Os tubos ou garrafas ficaram mais leves, o que melhora a complexa logística de entrega dos produtos de uma gigante que é vendida no mundo inteiro.

Mas a matemática é simples. A garrafa mais slim permite que seja armazenada em maior quantidade nas caixas. Com menos caixas, é preciso menos pallets de madeira (aqueles suportes que ficam embaixo das cargas que são transportadas de avião). Menos pallets significam menos viagens de avião. Menos viagens de avião, menos querosene queimada e, portanto, menos CO2 na atmosfera.

Os executivos alemães estimam que a economia será de 12.600 pallets  e 585 toneladas de gás carbônico a menos na nossa atmosfera por ano, já em 2013

E quem propiciou tudo isso? O design! Sim! O design salva e não só enfeita ou embeleza.

A Nivea contratou o escritório do designer suíço Yves Béhar (do Fuseproject) para dar essa repaginada na logotipia e na linha de embalagens da marca. “Se nós pudemos mudar a quantidade de plástico nas garrafas. Se simplificamos a logística. Se pudemos colocar mais garrafas por pallet, então, estamos num mundo melhor”, resumiu Yves.

www.nivea.com.br

www.fuseproject.com

Jardim nos céus de Milão

Este é daqueles projetos que me deixam com a pergunta: por que não temos nada parecido? O Bosco Verticale, conjunto de duas torres em Milão – uma das cidades mais quentes e poluídas do mundo – com um verdadeiro jardim vertical, está com as obras a pleno vapor. O primeiro tijolo foi colocado há dois e anos e já se pode ver as primeiras árvores sendo içadas nesta semana para a montagem do bosque  que será plantado nas sacadas e no terraço do topo.

Serão 480 árvores de grande porte, 250 pequenas, 5 mil arbustos e 11 mil de espécies rasteiras. Todas foram previamente plantadas exclusivamente para os prédios.

A vantagem das plantas: elas refrescarão o ar no verão e protegerão os apartamentos no inverno de ventos e neve. Além, claro, de capturar o CO2 que adoramos produzir…

O projeto é do italiano Stefano Boeri. Daí fico pensando. Por que não em São Paulo, com tantos prédios de luxo subindo na base do concreto e vidro? Por que não no Rio (que construiu aquela aberração na Barra chamada Cidade da Música)?

stefanoboeriarchitetti.net

Nike feito de cortiça!

Para os fãs de tênis descolados, este da Nike é imbatível. A linha Lebron X – criada há 10 anos, com a assinatura do jogador de basquete americano LeBron James – ganhou sua versão sustentável. O novo X substituiu o tecido por cortiça! Isso mesmo, cortiças, retiradas de rolhas feitas de carvalho. De acordo com a Nike, a ideia da rolha tem a ver com o champagne e grandes comemorações, já que o LeBron X surgiu também para festejar o título da NBA conquistado pelo time de LeBron. À venda a parti de 23 de fevereiro.

Nike.com

Nextant Aerospace, jatos “remanufaturados”

Nextant Aerospace, fabricantes de jatos executivos com sede em Cleveland, Ohio (EUA), está prestes a fazer um novo lançamento. Ainda neste ano, entregará ao mercado os primeiros modelos do avião G90XT, que pretende repetir o sucesso comercial do primeiro produto da companhia, o jato 400XTI. O que faz ambos serem tão especiais? Eles são aeronaves “reciclados”, reconstruídos através de um processo de remodelação de aviões usados antigos.

O termo exato, como explica Sean McGeough, presidente e CEO da Nextant, é remanufaturado. Os aviões são completamente reestruturados em todos os setores: motor, cabine, cockpit, tecnologia, num total de mais de 20 itens aviônicos.

O 400 XTI, por exemplo, lançado oficialmente em 2013, usa como base os jatos Beechjet 400 e o Hawker 400. O motor é a nova versão do Williams FJ44 3AP e a cabine de comando usa o sistema Rockwell Collins Pro Line 21. A mesma integração de tecnologia de última geração com um flight deck remodelado acontecerá no novo G90XT, que parte de um KingAir C90 aliado ao motor GE H75 turbo.

Este slideshow necessita de JavaScript.

A Nextant Aerospace foi fundada em 2007 pelo empresário ken Ricci e é pioneira no segmento de jatos remanufaturados. Com o lema “Reimagine, Rebuild, Reborn”, a meta da companhia é oferecer aeronaves com performance superior ao modelo original, com cabines mais silenciosas e confortáveis, a um preço 50% menor do que os concorrentes da mesma categoria. Além disso, o descarte de materiais é 20% menor se comparado com os fabricantes de jatos novos, bem como a redução da emissão de carbono no processo todo. Por tudo isso, em julho deste ano, a empresa passou a integrar o Remanufacturing Industries Council (RCI).

Mercado + Tendências + Sustentabilidade com Estilo

%d blogueiros gostam disto: