A lição do Highline novaiorquino

Publicado em 07/07/2011

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Banho de sol na section 2 do High Line

Banho de sol na section 2 do High Line

Semana que passou Nova York ganhou de presente a segunda parte do High Line, aquele parque suspenso que atravessa os bairros do Chelsea e Meatpacking. O lugar, uma antiga via férrea até os anos 80, virou área verde com 1,6km de extensão em sua primeira parte. Agora, seus 2,3km estão completos e os números resultantes dele são impressionantes.

Só turistas em 2010 foram 2 milhões. Com esse poder de atração, os arredores do High Line se supervalorizaram. Tem por lá agora bares, restaurantes e até um hotel, o The Standard, do Andre Bazals. Estimativa de US$ 2 bi gerados a partir do parque. Isso para um investimento de US$ 115 mi feitos com 2/3 de dinheiro público e o restante vindo do setor privado.

Parque suspenso custou US$ 115 mi mas já gerou US$ 2 bi em novos negócios

Eis que não tem como não traçar um paralelo com o Minhocão paulistano. Um monstro de feiúra arquitetura ímpar que rasga o centro da cidade por dentro. Tem gente que defende sua demolição. Giuliani também queria demolir a via férrea quando foi prefeito de NY e o lugar acabou salvo pelo atual gestor, Michael Bloomberg.

Um parque suspenso, a revitalização do centro de São Paulo, dinheiro para novos negócios, empregos diretos e indiretos. Em NY, 12 mil novos postos de trabalho surgiram pós High Line – 8 mil outros na área da construção civil.

E ficamos aí, discutindo a construção do Itaquerão e as centenas de milhões de dólares que servirão apenas para sediar meia dúzia de jogos da Copa-14 na cidade…

Vista noturna do High Line: quem sabe um dia...

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